Order bump: quanto ele soma e o erro que faz você cobrar a menos
Order bump aumenta ticket sem custo de aquisição. Mas existe uma falha de integração comum que mostra o valor certo na tela e cobra só o produto principal, e ela não gera erro nenhum.
Order bump é a oferta complementar que aparece no próprio checkout, com uma caixa pra marcar. O cliente já decidiu comprar, já está com o cartão na mão, e você oferece algo relacionado por um valor menor que o principal.
É uma das poucas formas de aumentar faturamento sem gastar mais em aquisição: o tráfego já foi pago, o convencimento já aconteceu.
O que faz um bump funcionar
Complemento, não alternativa. Bump que compete com o produto principal atrapalha a decisão. Bump que completa é aceito quase sem pensar.
Valor bem menor que o principal. A referência de preço já está ancorada no produto principal. Algo entre vinte e quarenta por cento costuma passar sem nova deliberação.
Uma linha de texto. Bump com parágrafo vira segunda página de vendas e reabre a decisão inteira. Se precisa de muita explicação, não é bump.
Um, no máximo dois. Três caixas pra marcar vira formulário, e formulário no meio do pagamento derruba conversão.
A falha que passa despercebida
Existe um jeito específico de a integração quebrar que não gera erro em lugar nenhum: a tela soma o bump e o servidor não.
Acontece assim. A tela calcula o total, mostra corretamente o produto mais o bump, e manda a requisição de cobrança. Só que o campo com a escolha do bump não é aceito pelo servidor, ou por não existir na especificação, ou por ser descartado na validação. O servidor então cobra o que ele conhece: o preço do produto.
O cliente vê o valor certo na tela e recebe um código de pagamento com valor menor. Ninguém reclama, porque ninguém reclama de pagar menos. O log não registra erro, porque não houve erro. Você só descobre conferindo o extrato contra os pedidos.
A mesma família de falha atinge o frete: a tela soma a opção escolhida, o servidor não recebe o campo, e o produto físico sai cobrado sem o frete.
Como testar a sua em dois minutos
- Crie um produto de valor conhecido, tipo R$ 29,90.
- Adicione um bump de valor diferente e fácil de somar, tipo R$ 19,90.
- Abra o checkout, marque o bump e gere a cobrança.
- Confira o valor no código de pagamento, não na tela. Tem que ser R$ 49,80.
Se der R$ 29,90, você está com o problema. Vale repetir o mesmo teste com o frete, se vende produto físico.
A regra que evita isso na origem
O cliente deve mandar o que ele escolheu, nunca quanto custa. Ou seja, a requisição manda o identificador do bump, e o servidor busca o preço no banco.
Se o preço vier do cliente, qualquer pessoa consegue alterar a requisição e pagar o bump por um centavo. Preço enviado pelo navegador é preço sugerido por quem está pagando, e isso nunca deve ser aceito.
Como efeito colateral bom, essa regra também resolve o caso do bump que teve o preço alterado enquanto a página estava aberta: vale o preço atual, não o que estava na tela.
Registrar o que foi vendido
Cobrar certo é metade. A outra metade é saber depois o que precisa ser entregue. Se a venda registra só o valor total, você recebeu R$ 49,80 e não sabe se aquilo inclui o bump.
A venda precisa guardar quais bumps foram comprados, com nome e valor de cada um, no momento da compra. Guardar só a referência não basta, porque o bump pode ser renomeado ou ter o preço alterado depois.
Como o Trilho faz
O checkout envia apenas os identificadores dos bumps marcados e da opção de frete escolhida. O valor é somado no servidor, lendo o preço do banco. Identificador que não pertence àquele checkout é ignorado, sem derrubar a venda.
A venda guarda a lista do que foi comprado, com nome e valor de cada item no momento da compra, então o painel mostra exatamente o que precisa ser entregue.
Resumo
Bump aumenta ticket de graça, mas confira se o valor cobrado bate com o valor exibido. Mande identificador, nunca preço. E registre o que foi vendido, não só o total.
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